Câmara dos EUA aprova projeto de lei para barrar votos de não-cidadãos

WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, aprovou nesta quarta-feira, 10,  por 221 votos a 198,  um projeto de lei para proibir não-cidadãos a se registrarem para votar em eleições federais, um prática rara que já é ilegal.

Menos de quatro meses antes do confronto entre o ex-mandatário republicano, Donald Trump, e o presidente democrata,  Joe Biden,  na eleição de 5 de novembro, a medida parte de acusações de que pessoas que cruzaram a fronteira com o México ilegalmente poderiam depositar votos nos pleitos à Casa Branca e ao Congresso deste ano.

O projeto segue para o Senado, liderado pelos democratas, onde provavelmente vai ser arquivado. 

Batizado de Lei de Proteção à Elegibilidade do Eleitor Americano, o projeto de lei exigiria que as pessoas apresentassem provas de cidadania ao se registrar para votar e obrigaria os Estados a excluir suspeitos de serem não-cidadãos das listas de eleitores.

A legislação atual já prevê punição a um não-cidadão que votar em uma eleição federal. Além disso, estudos independentes demonstraram que essa fraude raramente acontece. 

O presidente da Câmara, Mike Johnson, alegou em um discurso no plenário antes da votação que não apoiar a lei "entregaria o nosso país a imigrantes ilegais, traficantes de cartéis, criminosos violentos e assassinos".

Mas os democratas apontam a iniciativa como uma tentativa de suprimir eleitores em Estados-chave para os democratas. 

"O projeto de lei não fará nada para proteger nossas eleições", afirmou a Casa Branca, em um comunicado nesta semana. "Mas tornaria muito mais difícil para que os norte-americanos elegíveis se registrassem para votar e aumentaria o risco de que eleitores elegíveis sejam excluídos das listas".


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