EUA começam a se preparar para paralisação de serviços públicos

 WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos começou nesta quinta-feira, 28,  a notificar funcionários públicos sobre a provável falta de fundos para remunerar seus serviços, e muitos ficarão em desemprego técnico temporário ou deverão trabalhar sem receber salários a partir domingo (1º) caso o Congresso não chegue a um acordo sobre uma nova lei orçamentária. 

"Os empregados designados e pré-notificados estariam temporariamente em desemprego técnico, o que significa que não estariam autorizados a trabalhar ou a utilizar os recursos da secretaria", informou o Departamento de Saúde em um e-mail enviado a funcionários.

Os serviços considerados "essenciais" serão mantidos. No entanto, os funcionários deverão esperar até o final do "shutdown" para receberem seus salários de forma retroativa.

O "shutdown" afeta o tráfego aéreo, fecha espaços e repartições públicas, além de atrasar processos na Justiça, inclusive migratórios.  

A paralisação, que já ocorreu outras vezes no país, pode começar A mais longa durou 35 dias, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

Impasse na Câmara

O Senado conseguiu um acordo de curto prazo que daria mais tempo aos legisladores para um acordo definitivo, mas na Câmara dos Representantes, o texto não passará: partidários de Donald Trump rejeitam apoiar qualquer texto que inclua ajuda financeira à Ucrânia, como deseja a Casa Branca.

A versão atual prevê US$ 24 bilhões em ajuda militar e humanitário àquele país. 

O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, atacou duramente o líder da maioria republicana na Câmara Baixa, Kevin McCarthy.

"Um pequeno número de extremistas — que não se importam em governar ou em preservar a democracia ou a força dos Estados Unidos no mundo — tem mais influência sobre McCarthy que a maioria de seu partido e a vasta maioria da Câmara dos Representantes", disse.


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